O Google reassumiu a posição de liderança no prestigiado ranking ‘Kantar BrandZ das 100 Marcas Globais Mais Valiosas’ de 2026, um feito notável que encerra um período de sete anos desde sua última vez no topo. Avaliada em impressionantes US$ 1,5 trilhão, a gigante da tecnologia superou a Apple, que havia mantido a primeira colocação por quatro anos consecutivos, sinalizando uma mudança significativa no cenário das marcas globais mais influentes.
Este ano marca um momento histórico para o levantamento, com três empresas ultrapassando simultaneamente a marca de US$ 1 trilhão em valor. Além do Google, a Microsoft e a Amazon também alcançaram este patamar, consolidando o domínio das grandes empresas de tecnologia no mercado global. O valor total das 100 marcas mais valiosas do mundo atingiu a cifra de US$ 13,1 trilhões, representando um crescimento robusto de 22% em comparação com o ano anterior, impulsionado por fatores como a inteligência artificial.
O retorno do Google ao topo e o clube do trilhão
Após um período de sete anos, o Google não apenas recuperou a liderança no ranking Kantar BrandZ, mas o fez com uma avaliação de US$ 1,5 trilhão, destacando sua resiliência e capacidade de inovação. Este retorno ao topo, que não ocorria desde 2018, põe fim à sequência de quatro anos da Apple como a marca mais valiosa do mundo, embora a empresa da maçã ainda mantenha um valor substancial de US$ 1,4 trilhão.
Pela primeira vez na história do estudo, três marcas superaram simultaneamente a marca de US$ 1 trilhão. A Microsoft, com US$ 1,1 trilhão, e a Amazon, avaliada em US$ 1 trilhão, juntaram-se ao Google neste seleto grupo. Esse movimento reflete a crescente capitalização e o impacto global dessas empresas, que continuam a moldar o comportamento do consumidor e as tendências de mercado em diversas frentes.
Inteligência artificial como motor de valorização
A inteligência artificial (IA) emergiu como o principal catalisador para a transformação e o crescimento observado no ranking BrandZ. Ferramentas como o ChatGPT registraram um crescimento extraordinário de 285%, um dos maiores já documentados na história do levantamento, evidenciando o poder disruptivo da IA. Além disso, o assistente generativo Claude fez sua estreia diretamente na 27ª posição, com um valor de US$ 96,6 bilhões, demonstrando a rápida ascensão de novas soluções baseadas em IA.
Segundo Martin Cena, CEO da Kantar Brasil, a IA está não apenas acelerando o crescimento das marcas, mas também adicionando uma camada de complexidade ao marketing. As empresas que se destacam são aquelas que conseguem utilizar a inteligência artificial para interpretar sinais de consumo de forma eficaz e converter esses dados em decisões de negócio ágeis e estratégicas, adaptando-se rapidamente às demandas do mercado.
Dinâmicas regionais e setoriais no cenário global
O estudo Kantar BrandZ também revelou mudanças significativas nas representações regionais e setoriais. As marcas chinesas continuam a expandir sua influência, agora respondendo por 23% do ranking global, com nomes como Tencent, Alibaba e Xiaomi entre os principais destaques. Essa ascensão sublinha a crescente força econômica e tecnológica da China no cenário mundial.
Na América Latina, o Mercado Livre mantém sua posição como a única marca da região a figurar no ranking global, ocupando a 49ª colocação com uma avaliação de US$ 54,9 bilhões. Sua presença contínua ressalta a importância do comércio eletrônico e da inovação digital na região. No âmbito setorial, a Zara ultrapassou a Nike para se tornar a marca de vestuário mais valiosa, enquanto a Hermès assumiu a liderança no segmento de luxo, superando a Louis Vuitton.
A importância da “diferença significativa” para o sucesso das marcas
Um dos pilares fundamentais do modelo de brand equity da Kantar, o conceito de “diferença significativa”, foi novamente reforçado pelo estudo. Este princípio destaca que as marcas que conseguem se diferenciar de forma relevante na mente dos consumidores são as que demonstram maior resiliência e potencial de crescimento a longo prazo. A trajetória da Apple, por exemplo, é citada como um testemunho desse poder, com a maior taxa de crescimento em 20 anos e a primeira a ser avaliada em mais de US$ 1 trilhão por quatro anos consecutivos.
O levantamento anterior da Kantar, que analisou a evolução do valor agregado das marcas desde 2006, já havia apontado como muitas empresas desapareceram do ranking original por não se adaptarem às mudanças de comportamento e consumo. Em contraste, marcas como Facebook, Tesla, Uniqlo e Mercado Livre ganharam proeminência ao transformar suas respectivas categorias, demonstrando a vitalidade de uma estratégia focada na inovação e na relevância para o consumidor.
Fonte: propmark.com.br



