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Diversidade da torcida brasileira: estudo da Suba alerta marcas para estratégias na Copa 2026

Diversidade da torcida brasileira: estudo da Suba alerta marcas para estratégias na Copa 2026

À medida que a expectativa pela Copa do Mundo de 2026 cresce, muitas marcas intensificam seus planejamentos para campanhas de ativação esportiva. No entanto, um novo levantamento da Suba, intitulado ‘Brasil: O País do Torcedor’, revela que uma abordagem homogênea para o público brasileiro pode resultar em estratégias ineficazes e significativo desperdício de investimento. O estudo aponta que o Brasil não possui um único perfil de torcedor, mas sim cinco formas distintas de expressar a paixão pelo futebol, cada uma com comportamentos regionais únicos no ambiente digital.

A pesquisa, que analisou mais de 5,7 mil vídeos publicados no TikTok entre janeiro e abril de 2026, oferece uma visão aprofundada e inédita sobre o comportamento dos fãs de futebol em plataformas de vídeo curto. Ao desvendar as nuances regionais da torcida, a Suba fornece dados cruciais para que empresas possam refinar suas estratégias de marketing, garantindo maior assertividade e conexão com os consumidores em um dos maiores eventos esportivos globais.

Metodologia inovadora e os arquétipos do criador-torcedor

Para mapear a complexidade do engajamento futebolístico no Brasil, a Suba empregou uma metodologia proprietária e multifacetada. A análise combinou semiótica, Processamento de Linguagem Natural (NLP) e etnografia digital, permitindo uma compreensão aprofundada das interações. Variáveis como sentimento, intensidade emocional, polarização, uso de gírias regionais, frequência de comentários táticos e a dinâmica entre torcidas rivais foram meticulosamente avaliadas.

Além de identificar os perfis regionais, o estudo categorizou seis arquétipos de criadores-torcedores que dominam o cenário digital. Entre eles estão o Memeiro, focado no humor e na viralização; o Analista, que se aprofunda nas táticas do jogo; o Fanático Raiz, com paixão incondicional; o Narrador Performático, que dramatiza os lances; o Torcedor-Ator, que encena situações; e o Influencer Lifestyle, que integra o futebol ao seu estilo de vida. Essa diversidade de perfis sublinha a necessidade de campanhas que ressoem com diferentes segmentos da audiência.

A torcida brasileira em detalhes: perfis regionais

O levantamento da Suba detalha como a paixão pelo futebol se manifesta de maneiras distintas em cada canto do país. No Nordeste, por exemplo, a torcida se destaca pela abordagem tática, com uma frequência de análise esportiva 3,5 vezes superior à média nacional. Termos como “pressão alta”, “diagonal” e “posse de bola” são recorrentes, indicando um público que valoriza a compreensão técnica do jogo.

Já no Sudeste, o humor é o grande protagonista, com 71% dos conteúdos apresentando um tom irônico, em contraste com apenas 11% nas demais regiões. Referências à cultura pop, “zoação” e metalinguagem são formas predominantes de expressar o amor pelo futebol, sugerindo uma audiência que aprecia a leveza e a criatividade. No Sul, a rivalidade clubística é o principal motor de engajamento, com mais de uma menção ao adversário por vídeo, o maior índice do país. A presença de camisas oficiais em 28% dos conteúdos reforça o forte senso de pertencimento e identificação com os clubes.

No Norte, o futebol transcende o esporte, funcionando como uma poderosa expressão de identidade e pertencimento regional. A região registrou o menor sentimento positivo da amostra, combinado com a maior taxa de polarização, evidenciando que o esporte é um veículo para manifestações mais profundas de identidade local. Por fim, o Centro-Oeste se aproxima da média nacional, sem extremos comportamentais, mas se destaca pela maior presença física nos estádios, com 11,7% dos conteúdos gravados em arenas esportivas, indicando uma forte cultura de ir aos jogos.

O alerta da Suba para campanhas da Copa 2026

Os resultados do estudo são um chamado de atenção para as marcas que planejam investir em publicidade durante a Copa do Mundo. Maílson Dutra, VP de data & performance da Suba, enfatiza a importância dessa clareza para estratégias mais assertivas. “Cada vídeo foi dissecado em múltiplas camadas: áudio, OCR, análise de cena, sentimento e intensidade emocional. Não assistimos aos vídeos, nós os destrinchamos”, explica Dutra, destacando a profundidade da análise.

Ele adverte que “marcas que tratarem o Brasil como se fosse um país de um único torcedor vão desperdiçar verba e oportunidade ao mesmo tempo”. Complementando essa visão, Fabiana Bruno, CEO da Suba, ressalta a natureza efêmera da unidade nacional durante a Copa. “A Copa cria uma janela de unidade nacional genuína — mas com prazo de validade. Saber quando o país está unido e quando ele volta às suas identidades regionais é o que separa uma estratégia que dura o torneio inteiro de uma que dura só a fase de grupos”, afirma. Para mais informações sobre o estudo, visite a fonte original.

Fonte: propmark.com.br

Adriano Dias
Adriano Dias
CEO da Rafes Marketing
www.rafes.com.br

Adriano, publicitário de formação e especialista com 11 anos de experiência. Pós-graduado em marketing de performance, lidero uma equipe apaixonada por resultados extraordinários. Transformo marcas em sucesso com estratégias inovadoras e impactantes.

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