Agende agora sua consultoria gratuita
Inovação em São Paulo: festival estreia com ética e conexões multissetoriais

Inovação em São Paulo: festival estreia com ética e conexões multissetoriais

Com 40 patrocinadores, festival de inovação leva modelo do Rio Innovation Week para São Paulo e aposta em ética, inclusão e conexões entre setores
SPIW estreia como plataforma de experiências para marcas

O São Paulo Innovation Week estreou na capital paulista tentando ocupar um espaço que vai além do calendário de eventos de tecnologia. Realizado entre os dias 13 e 15 de maio, no Mercado Livre Arena Pacaembu e na FAAP, o braço paulista do Rio Innovation Week reuniu marcas, empresas, startups, investidores, governos, universidades e agentes da mídia e da cultura em torno da proposta de posicionar a inovação entre os diversos setores.

Com o tema ‘Além do Algoritmo’, a primeira edição em São Paulo, segundo Luciana Potsch, diretora-executiva de novos negócios da plataforma Innovation Week, buscou deslocar o debate sobre inteligência artificial e transformação digital para uma dimensão menos técnica e mais humana. A ética, para ela, não entrou apenas como assunto de painel, mas como uma espécie de eixo para pensar curadoria, experiências e a própria relação com as marcas.

“A ética é sempre o centro dessas discussões. Inevitavelmente, onde a gente trabalha a inteligência artificial, se a gente não traz o ponto de vista ético, perdemos completamente os valores”, afirma. “Em tempos de tanta tecnologia e aceleração, se o ser humano não está no centro das decisões, a gente perde o controle.”

Esse é também o ponto que, na avaliação da executiva, diferencia o Innovation Week de uma feira corporativa tradicional. O festival não se propõe a tratar inovação apenas como sinônimo de tecnologia, produto ou lançamento, mas como uma combinação de repertório, encontro e circulação entre setores que nem sempre dividem a mesma conversa.

“A gente traz olhares diferentes. É isso que a gente busca trazer nesse conteúdo que a gente cura com grandes especialistas dos setores ao longo desses três dias”, diz.

A edição paulista contou com 40 patrocinadores e parceiros, distribuídos entre mobilidade e tecnologia a mídia, conteúdo, indústria, saúde, agro e instituições públicas. No grupo estão nomes como Prefeitura de São Paulo, Governo do Estado de São Paulo, GWM, Stellantis, Vale, Sabesp, FNT, Rede Américas, BAT, Caterpillar, FAAP, Fiesp, Senai, Faesp/Senar, Sebrae for Startups, Suzano, BASF, Marinha do Brasil, Febraban, Einstein, inovabra, Vibra, ApexBrasil, A.C.Camargo, Globo, LinkedIn, Exame, Broadcast, Record, SBT, MIT Technology Review Brasil, JCDecaux, NEOOH, Helloo e Sympla.

No festival, essas marcas aparecem não apenas como apoiadoras, mas como parte da construção da experiência. O ambiente foi usado para lançamentos, demonstrações, gravações de podcasts, ativações e aproximação com públicos diversos, de executivos e investidores a estudantes, pesquisadores, startups e representantes do poder público.

“Grandes marcas precisam se conectar com públicos diversos, desde a academia, assinaturas de pesquisa, poder público, privado, os startupeiros, que estão todos aqui reunidos, abertos para fazer negócios, trocar ideias”, afirma. “A verdade é trocar ideias, ampliar o repertório, conexões, e aí os negócios acontecem de forma orgânica nesses grandes festivais.”

SPIW estreia como plataforma de experiências para marcas
Luciana Potsch, diretora-executiva de novos negócios da plataforma Innovation Week | Imagem do topo: Divulgação

A estreia em São Paulo também reforçou uma diferença de vocação entre as duas pontas da plataforma. Enquanto o Rio Innovation Week carrega uma identidade associada à cultura, à música, ao cinema, às artes e à energia urbana, a edição paulista se apoia na força econômica da cidade e do estado, com maior presença de temas como indústria, mercado financeiro e agronegócio.

“Aqui a gente está no coração da América Latina, no centro nervoso dos negócios. Então, aqui muito forte a gente fala sobre indústria, mercado financeiro, agro”, afirma Luciana. “A gente está recebendo 600 C-levels ao longo desses dias, porque eles estão aqui.”

Mas a organização também buscou evitar que a discussão sobre inovação ficasse restrita ao público corporativo. Além da programação no Mercado Livre Arena Pacaembu e na FAAP, o festival se expandiu para Centros Educacionais Unificados (CEUs) em parceria com a prefeitura de São Paulo, com oficinas, maker labs, atividades de arte e cultura e a participação de nomes que também estiveram na programação principal.

“Sábado e domingo a gente extrapola o Pacaembu e a FAAP e ocupa quatro CEUs em parceria com a prefeitura, levando grandes nomes que estão aqui e que estarão conosco lá”, diz. “Em um evento aberto para a sociedade, buscando gerar oportunidades, abrir o olhar, inserir a comunidade para que eles se sintam pertencentes também desse projeto.”

Para Luciana, essa frente ajuda a explicar o que diferencia o Innovation Week de referências internacionais como SXSW, Web Summit e VivaTech. Embora esses eventos tenham sido estudados pela organização, a executiva afirma que a plataforma brasileira foi construída a partir de uma narrativa própria, com regionalidade, inclusão e uma leitura do momento do país.

“O projeto Innovation Week nasceu muito com um DNA próprio. Primeiro, é o único projeto que democratiza o acesso à ciência e tecnologia. Aqui a gente não fala só para bolha, aqui a gente está falando do futuro que a gente quer construir”, afirma. “Isso foi um estudo para a gente construir a nossa própria narrativa, com a cara do Brasil, trazendo a regionalidade brasileira.”

Em sua avalição, os indicadores tradicionais de público, palestrantes e negócios gerados ajudam a medir a dimensão do festival, mas não traduzem todo o seu impacto. Para ela, o principal termômetro está na forma como as pessoas circulam, se encontram e saem do evento.

“O indicador é o sorriso das pessoas andando pelo evento. O mercado todo se encontrando aqui, o SP Innovation Week virou um ponto de encontro, todo mundo saindo muito inspirado por tanta coisa importante que a gente está ouvindo aqui”, afirma. “A oportunidade das convergências, da gente sair da nossa bolha, do nosso setor, para ouvir coisas novas, ampliar o nosso repertório.”

Com a estreia em São Paulo, a plataforma Innovation Week passa a ter duas edições anuais: uma no primeiro semestre, na capital paulista, e outra no segundo semestre, no Rio de Janeiro.

Fonte: propmark.com.br

Adriano Dias
Adriano Dias
CEO da Rafes Marketing
www.rafes.com.br

Adriano, publicitário de formação e especialista com 11 anos de experiência. Pós-graduado em marketing de performance, lidero uma equipe apaixonada por resultados extraordinários. Transformo marcas em sucesso com estratégias inovadoras e impactantes.

Related Posts
Leave a Reply