Kopenhagen implementa selo de rastreabilidade para garantir origem do cacau
A Kopenhagen iniciou uma nova fase em sua estratégia de mercado com o lançamento do selo K.O.P Origem Protegida. Apresentada oficialmente em 28 de abril, a iniciativa visa oferecer maior transparência aos consumidores sobre a procedência do cacau utilizado na fabricação de seus chocolates, consolidando esforços que a marca desenvolve há décadas.
O projeto funciona como uma plataforma de comunicação que integra rastreabilidade e sustentabilidade. A partir de agosto, as novas embalagens passarão a exibir o selo, que servirá como um ponto de entrada para uma landing page dedicada, onde os clientes poderão acessar detalhes sobre a cadeia produtiva da companhia.
Estratégia de comunicação e presença multicanal
A implementação do K.O.P não se limita ao ambiente digital. Segundo Pedro Velardo, head de marketing da marca, a plataforma foi desenhada para ser um pilar matricial, alicerçando todas as frentes de comunicação, desde campanhas sazonais até ações institucionais. O objetivo é que a mensagem de origem esteja presente em todos os pontos de contato com o público.
Com uma rede que abrange quase 850 lojas físicas, a empresa planeja incorporar a nova identidade visual de forma gradual. Painéis digitais e materiais de ponto de venda serão utilizados para educar o consumidor, reforçando a transição conceitual da matéria-prima para a obra-prima, conforme definido pela agência Ginga, responsável pelo desenvolvimento da identidade.
Integração com o Cocoa Plan e cadeia produtiva
A transparência anunciada pela marca é resultado de uma reestruturação profunda na cadeia de suprimentos, impulsionada pela aquisição do Grupo CRM pela Nestlé, aprovada pelo Cade em fevereiro de 2024. Através do programa Cocoa Plan, a companhia estabeleceu acesso direto aos agricultores, eliminando intermediários e permitindo um controle mais rigoroso sobre as práticas agrícolas.
Atualmente, o programa de cacau sustentável do grupo engloba cerca de 6,5 mil produtores parceiros. Embora o selo estreie na Kopenhagen, a matéria-prima é compartilhada entre as marcas do grupo, o que mantém em avaliação a possível expansão da iniciativa para outras linhas, como a Brasil Cacau.
Relacionamento e suporte aos produtores locais
O modelo de rastreabilidade baseia-se em uma relação de longo prazo com os produtores, que recebem incentivos financeiros e suporte técnico constante. Igor Mota, gerente de agricultura para cacau da Nestlé, destaca que a parceria inclui análise de solo e assistência agronômica, condicionadas ao cumprimento de critérios socioambientais rigorosos.
A operação industrial da companhia, centrada na fábrica de Extrema, em Minas Gerais, complementa esse ecossistema. Com uma estrutura que inclui centro de distribuição próprio e capacidade para absorver até mil colaboradores em períodos de alta demanda, como a Páscoa e o Natal, a marca busca equilibrar a tradição artesanal com a escala e a responsabilidade exigidas pelo mercado atual. Para mais informações, acesse o site oficial.
Fonte: propmark.com.br



